Tecla SAP


Os Melhores Avanços da Nutrição para o IRONMAN




Matéria publicada no site www.ironman.com em 23 de março de 2018.

The Best Advancement in IRONMAN Nutrition
Move over, Penne. Matt Dixon offers his take on the best thing to come our way in sports nutrition and fueling since the invention of the pasta party.

by Christian Finn

Aperte o SAP! ;)

Os Melhores Avanços da Nutrição para o IRONMAN
Macarrão é passado! Matt Dixon oferece sua opinião a respeito da melhor novidade sobre nutrição esportiva e abastecimento desde a invenção da festa da massa.

Estamos próximos de celebrar o 40º aniversário da competição original do IRONMAN no Havaí. Este marco é uma oportunidade para que olhemos para trás e reflitamos sobre o que quatro décadas de evolução e mudança trouxeram para o nosso esporte. Não apenas vimos um crescimento sísmico no esporte globalmente, também vimos enormes avanços, metodologias de treinamento e, como discutiremos neste artigo, nutrição.

Temos visto muitas mudanças desde os primeiros anos do esporte, quando o treinamento tinha mais uma abordagem de “vamos fazendo para ver no que dá”. De fato, muitos dos primeiros pioneiros do IRONMAN abordaram o esporte como três esportes separados concluídos em um único dia. Por causa disso, os atletas simplesmente imitavam o que os nadadores faziam para estar prontos para nadar, o que os ciclistas faziam em corridas de bicicleta e como os corredores eram treinados para a maratona. Eles pegaram os elementos de cada esporte e jogaram tudo em um mixer - e saiu um plano de treinamento do IRONMAN. Não é de admirar que o esporte rapidamente tenha se tornado conhecido apenas como um desafio para os atletas mais durões do mundo!

Temos visto a metodologia de treinamento evoluir de todos os tipos desde os primeiros dias; a abordagem multiesportiva agora desfruta de seus próprios parâmetros de sucesso. A maioria dos atletas, treinadores e outros estudantes do esporte entendem que combinar três modalidades cria novas demandas - essencialmente uma abordagem holística e evoluída do treinamento.

BARRAS E GÉIS DE CARBOIDRATO
Mas o que aconteceu com a "quarta modalidade", como se tornou conhecida, a nutrição e a sua provisão durante a prova? Que mudanças ocorreram desde que Bob Babbitt, para usar uma história bem conhecida do nosso esporte, parou no percurso do ciclismo de Kona para comer um Big Mac e batatas fritas? De forma mais dramática, qual foi o melhor avanço na nutrição que vimos transpirar ao longo de 40 anos nadando, pedalando e correndo 225,8 km em um único dia?

Talvez a parte mais interessante de olhar para trás sobre como a nutrição evoluiu em termos de desempenho do IRONMAN é que tanto o esporte quanto a ciência da nutrição esportiva são relativamente jovens. De fato, há 40 anos, nossa compreensão da nutrição esportiva em geral era relativamente limitada ou, pelo menos, não era uma consideração primária para atletas de alto desempenho. A abordagem para a alimentação diária focava principalmente em torno de grandes volumes de alimentos, com alguns escolhendo opções um pouco mais nutricionais do que outros. Não havia produtos de desempenho esportivo, nem rótulos nutricionais descrevendo carboidratos e proteínas - muito menos equilíbrio eletrolítico.

Apesar disso, o que definiríamos amplamente como "barras energéticas" tem sido uma necessidade há algum tempo. Um dos originais e favoritos dos alpinistas era o Kendal Mint Cake, que serviu de base para a alimentação nas excursões das montanhas. Vendo isso todos esses anos mais tarde, poderíamos começar a discutir o quão pouco mudou, apesar das pesquisas, tendências e dinheiro que foram despejados no assunto.

TENDÊNCIAS VÊM E VÃO
Ao longo de quatro décadas, vimos uma mudança para consumir níveis muito altos de carboidratos, com o objetivo de reduzir a quantidade de gordura. Foi-nos dito para que acumulássemos carboidratos durante a semana da corrida, daí a popularização da festa de massas antes da corrida, para garantir que nossos estoques fossem reabastecidos. Isso nos levava a treinar e competir repletos de açúcar, a ponto de nos dizerem para nos mantermos hidratados e abastecidos ao longo do dia com bebidas energéticas e lanches açucarados.

Mais recentemente, a educação e a promoção de produtos mudaram 180 graus, com o açúcar se transformando em demônio e muitos o evitando a todo custo. Nos últimos anos, nos disseram que a gordura é a bala mágica que irá liberar nosso potencial de desempenho. Hoje, muitos atletas restringem ou eliminam carboidratos ricos em amido e consomem grandes porcentagens de proteína e gordura em suas dietas. Neste exato momento, o senso comum é se tornar um melhor queimador de gordura, minimizando a contribuição de carboidratos na alimentação diária e até mesmo no abastecimento da competição.

Todas essas mudanças são exemplos de avanços na nutrição para desempenho no IRONMAN? Estamos hoje como uma população atlética evoluída que desbloqueou os ganhos de desempenho a partir do foco nos macronutrientes e sua restrição?

Infelizmente, a resposta é não. Embora certamente haja méritos na remoção do açúcar de nossos hábitos alimentares e benefícios no aumento do consumo de gordura dietética, isso não significa que os carboidratos são o diabo. Permanece o fato de que todos os três macronutrientes (carboidratos, gorduras e proteínas) desempenham papéis essenciais no desempenho de endurance, na recuperação e favorecendo uma plataforma de saúde geral. O campo da nutrição ainda está emergindo e temos muito a aprender; é também um assunto propenso a evangelização, alegações falsas, invasões de vida alheia e charlatanismo.

UMA MUDANÇA RADICAL NO FORNECIMENTO DE ENERGIA
Com tudo isso dito, o que eu acredito ser realmente o avanço mais importante em nutrição esportiva nos últimos 40 anos não tem nada a ver com dietas da moda, suplementos mágicos ou novos modismos no fornecimento de energia. É algo muito mais básico que tudo isso. Você está pronto?

Acho que a maior evolução que vimos na nutrição é o valor que os atletas e treinadores começaram a dar à nutrição e ao fornecimento de energia quando se trata de desempenho e saúde, e os subsequentes hábitos positivos que emergiram desse pensamento. Aqui, sim, vimos uma mudança radical.

Como eu mencionei, nos primeiros anos do esporte até cerca de dez anos atrás, o fornecimento de energia e a nutrição eram apenas pensamentos distantes nas mentes dos atletas e treinadores. Eu cresci no ambiente da natação competitiva, onde nossas 20 a 27 horas de treinamento semanal de natação eram executadas sem garrafas de água na borda da piscina! Nós simplesmente não podíamos usar garrafas até 1994. Os atletas do IRONMAN entenderam as necessidades de hidratação bem mais cedo, e não conseguiam passar por uma competição sem consumir calorias, mas o foco alimentar no treinamento diário e na vida era mínimo.

A abordagem geral do sucesso se concentrava quase exclusivamente no acúmulo de quilômetros e horas de treinamento: treinar, treinar, treinar e acumular calorias porque você estava com fome. De fato, havia pouca consideração consciente sobre o abastecimento, a qualidade das calorias consumidas, ou aspectos de força e recuperação. (Dave Scott foi talvez a única exceção, e ele foi visto como um excelente atleta com hábitos alimentares bastante peculiares, ao passo que ele foi, na verdade, um dos primeiros a apreciar o papel dos hábitos apropriados ao comer para auxiliar o desempenho.)

O FUTURO DOS SUPLEMENTOS ESPORTIVOS
Se avançarmos até hoje, a maioria dos atletas de endurance aprecia o papel do abastecimento adequado e da alimentação. Nós agora acreditamos que os hábitos ideais em torno da alimentação permitirão:
1. Desempenho durante a sessão de treino
2. Recuperação ideal de cada sessão de treino
3. Maximizar as adaptações potenciais do trabalho árduo do treinamento
4. Proteger a saúde dos tecidos (redução do risco de lesões)
5. Proporcionar a saúde imunológica para permitir o treinamento e reduzir o risco de doença
6. Níveis de energia equilibrados durante o resto do dia
7. Um caminho para a consistência do treinamento - a chave para ganhos de desempenho - via recuperação aprimorada

Com os atletas agora juntando os pontos entre o trabalho duro e esses resultados positivos, vimos muitos hábitos positivos emergirem, como consistentemente consumir calorias após um treino, manter a hidratação diária, o foco em escolhas alimentares de qualidade com muitas frutas e vegetais, e uma consciência da diferença entre o consumo de calorias durante o treinamento e as escolhas alimentares durante o restante do dia.

As batalhas continuarão sobre coisas como o equilíbrio ideal de macronutrientes na alimentação diária e o tempo e tipo de calorias que melhor nos servem, mas isso será apenas uma jornada de ajuste de detalhes. Embora importantes, essas futuras controvérsias serão pálidas em comparação com a evolução que vimos na mentalidade e na conexão com o papel da nutrição.

Podemos resumir da seguinte forma: “Não é mais possível considerar o desempenho ideal por meio de componentes mutuamente exclusivos, como treinamento, comer e dormir. O futuro é ter a abordagem do “eu otimizado”, com cada elemento do desempenho inegavelmente conectado e ligado um ao outro. Somente uma abordagem holística e global do desempenho atenderá às suas necessidades finais e abrirá o caminho para o sucesso.”

Enquanto você navega na sua jornada de IRONMAN, lembre-se de que percorremos um longo caminho em nossas mentalidades de nutrição e fornecimento de energia.

Peço-lhe que continue a ser um estudante aberto à evolução, pensando nas formas de reabastecimento e nos hábitos alimentares, mas também o aconselho a não acreditar que existem pílulas mágicas, dietas ou atalhos. Não acredito que alguém tenha a melhor resposta em relação à nutrição esportiva ainda, portanto, os evangelizadores nutricionais não são confiáveis ou não devem ser levados ao pé da letra. Mantenha-se curioso, mas igualmente objetivo, e se baseie em hábitos simples e básicos. E, se tudo mais falhar, você pode sempre voltar a comer as antigas barras energéticas!

Matt Dixon é o fundador do purplepatch fitness, um treinador de IRONMAN e autor do livro The Fast Track Triathlete.

Tradução feita pela Estagiária 449 Daniela Perna - 2º semestre/2018

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Entre 2011 e 2018 fomos Ponto de Estágio Curricular para os alunos do último semestre do Curso de Nutrição da Universidade de Brasília (UnB).

Por opção da 449 esse ciclo foi encerrado no 2º semestre de 2018.

O TECLA SAP foi uma Atividade de Estágio em que os estagiários traduziam uma reportagem sob a supervisão do nutricionista.

O objetivo era que os estagiários tivessem contato com assuntos em inglês da área de Nutrição Esportiva numa linguagem direcionada ao público em geral.

Realizamos essa Atividade durante 6 semestres (1º semestre de 2016 até o 2º semestre de 2018).









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