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A ciência da cãibra pode estar na sua cabeça (e estômago)



Matéria publicada no site www.running.competitor.com em 24 de julho de 2017.

The science of cramping might be in your head (and stomach)
By Kevin Gemmell

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A ciência da cãibra pode estar na sua cabeça (e estômago)

Nada pode estragar tanto seu estilo de corrida como uma cãibra. Raramente elas são tão ruins a ponto de você ter que diminuir muito o ritmo ou parar completamente de correr. Mas, mesmo assim, as cãibras nunca são suaves o suficiente para que você possa simplesmente ignorá-las sem nenhuma interrupção.

Em uma palavra as cãibras são: chatas, frustrantes, incômodas, repugnantes e irritantes. Ok, foram cinco palavras...

Mas você sabia que se recuperar das cãibras, minimizar seus danos ou mesmo preveni-las pode estar na sua cabeça?  Bem, mais ou menos... E o trato digestivo também está envolvido.

Ao menos é o que o pessoal da HOTSHOT tem apostado. HOTSHOT é uma empresa localizada em Boston e está mergulhando fundo na neurociência por trás das cãibras. Os dias em que os treinadores de escola em shortinhos micro, com assovios agudos que diziam para comer mais bananas ficaram pra trás.

Nada contra a sabedoria popular, mas esse tipo de informação já está ultrapassada.

Os maiores colaboradores para as cãibras são o condicionamento (ou a falta dele), o balanço hidroeletrolítico e a estimulação neural. E é  neste último que recai o foco da HOTSHOT.

Atualmente, o foco está na performance neuromuscular, em outras palavras,  como o cérebro e o músculo se comunicam. Na boca, estômago e esôfago dos seres humanos existem os chamados canais de receptores transientes de potencial (canais RTP). Acredita-se que as cãibras ocorrem quando um neurônio motor hiperativo manda mensagens repetitivas de sinalização aos músculos.

O pessoal do HOTSHOT postula que, ao ativar os canais RTP através da fórmula picante de seu produto, impulsos serão enviados através da medula espinhal para inibir os sinais repetitivos enviados para o músculo estressados. Em termos leigos, é um interruptor para desligar essa sinalização.

A ideia de focar na performance neuromuscular veio do vencedor do premio Nobel Rod MacKinnon, que também é atleta de endurance, enquanto remava junto ao neurobiologista da escola de Medicina de Harvard, Bruce Bean. Em algum momento, ambos começaram a sentir cãibras nos antebraços e nenhum dos dois conseguia ajudar ao outro. Por sorte, as ondas não estavam grandes e não havia tubarões por perto, podendo os dois saírem ilesos. Mas, enquanto os dois estavam sentados à deriva, eles foram obrigados a lidar com o problema da cãibra e tiveram um momento “eureka”, onde observaram a cãibra a partir de uma visão neuromuscular. Foi daí que surgiu o HOTSHOT.

A prova desse conceito já existe. E o triatleta Tim Reed jura que ele funciona. Alcançar o pódio era uma questão de honra para o australiano – que se autodenominava um cara nervoso e cheio de cãibras. Ele começou a utilizar o HOTSHOT mesmo antes de ter seu patrocíno, pois afirmava que os resultados eram excelentes. No ano que usou o produto, ele ganhou o campeonato Asia-Pacífico de IRONMAN 70.3, o IRONMAN da Austrália e o Mundial de IRONMAN 70.3. A empresa produtora se associou ao IRONMAN e está disponível em algumas provas.

“Foi uma mudança real”, diz Reed. “Eu percebo que sou muito mais propenso a cãibras do que qualquer outro. Eu tentei de tudo, proporcionar condicionamento diferente aos músculos, manter melhor equilibrio hidroeletrolítico, massagem miofascial, e muito mais. Eu vi poucas melhoras, mas nada tão impactante como o HOTSHOT”.

Bob Murray, co-fundador e diretor do Gatorade Sports Science Institute no período de 1985-2008, também está trabalhando com o time HOTSHOT e disse que os estudos pretendem determinar a capacidade do HOTSHOT de melhorar a performance e recuperação do atleta. Eles esperam já ter a patente do produto nos EUA e na Europa em 2018.

É importante dizer que o produto não serve apenas para atletas de endurance. Ele também ganhou espaço na NFL (National Football League) e está sendo utilizado com propósitos medicinais para pacientes com desordens musculares que sofrem com cãibras.   

Tradução feita pelo Estagiário 449 Lúcio Bragança Zago 2º semestre/2017









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