2017 | 5 de julho
> Linha do tempo: a história da nutrição no Tour de France



Matéria publicada no site www.bicycling.com em 22 de Julho de 2016

Timeline: A History of Tour de France Nutrition
by Molly Hurford

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Linha do tempo: a história da nutrição no Tour de France

Como ciclistas profissionais têm comido (e bebido) durante os últimos 113 anos para abastecer suas performances no Tour.

Se algum ciclista do Tour de France hoje tomasse um gole de vinho no meio da corrida, o mundo ficaria boquiaberto – mas há cem anos, beber e até fumar eram pré-requisitos. Para dar uma olhada em como o Tour evoluiu de um piquenique itinerante e desorganizado através da Europa rural para uma completa celebração da ciência da nutrição e do esporte, continue a ler.

1903: Tour de Bares
O primeiro Tour de France foi vencido em 1903 pelo limpador de chaminé Maurice Garin, que de acordo com relatos, comeu em bares e bebeu das fontes para se sustentar durante a corrida.

1904: A alimentação do vencedor, Henri Cornet, foi composta de 11 litros de chocolate quente, 4 litros de chá, champanhe, e 1,5 quilos de pudim de arroz em um dia, de acordo com The Science of the Tour de France: Training Secrets of the World’s Best Cyclists (A Ciência do Tour de France: Segredos de Treinamento dos Melhores Ciclistas do Mundo). Durante a corrida, os ciclistas tinham que parar em postos de controle para provar que estavam seguindo o itinerário – os atletas podiam então parar nesses postos para se reabastecerem, já que tinha disponível comida e bebida nestes locais.

“ A nutrição era extremamente rudimentar”, diz Christopher Thompson, autor de The Tour de France: A Cultural History. “Eu pesquisei centenas de edições de dezenas de jornais sobre os primeiros anos da corrida para o meu livro. A nutrição não era um foco – até que eles quebraram e perderam tempo. Mas mesmo nesta situação, a alimentação não foi abordada. ”

Anos 10: Sem pontos específicos de comida ou equipes responsáveis pela alimentação, e sem a tecnologia moderna, os ciclistas paravam ao longo da estrada para reabastecer com ajuda externa – uma ofensa nos dias atuais! Um ciclista abastado, Thompson, diz que mandava seu mordomo montar um verdadeiro piquenique ao lado da estrada, no meio da corrida.

“Era uma época muito pouco científica. Você comia aquilo que acreditava que ia te satisfazer, assim como em um piquenique” diz Thompson. E na França, isso significava uma dieta tradicional europeia rica em pães e massas – uma tradição que continua hoje, com algumas modificações.

Anos 20: O início de Musette
Falando em piqueniques: Embora não haja um ponto bem definido de quando os ciclistas começaram a usar sacolas musette para transportar alimentos, provavelmente ocorreu em torno da Primeira Guerra Mundial que devastou a Europa. As sacolas musette dos ciclistas, grosseiramente falando, se assemelhavam àquelas utilizadas pelos militares nas guerras mundiais I e II. O uso destas bolsas em corridas permitiu que os ciclistas pudessem levar lanches para consumir enquanto pedalavam, portanto não precisavam mais parar para comer.

1900 – 1960: Quem precisa de bebidas esportivas? Os atletas bebiam álcool durante a corrida, desde cerveja, a vinho e champanhe, tanto para hidratação (e vamos ser honestos) quanto para um passeio mais divertido. Durante a 17ª etapa do Tour de 1935, quase todo o pelotão tirou uma folga para beber com os locais – Julien Moineau, o ciclista que dispensou a cerveja, acabou ganhando a etapa.

Anos 20: Os ciclistas fumavam enquanto pedalavam porque diziam que isso “abria os pulmões”.

1926: Algumas coisas nunca saem da moda – os atletas comiam bananas para terem carboidrato simples como fonte de energia nos anos 20.

1939: Espera aí, a nutrição é importante?
Já em 1939, os ciclistas começaram a considerar a nutrição como algo importante para suas corridas. Pelo menos eles começaram a tomar vitaminas para se manterem saudáveis e melhorarem a performance, de acordo com um estudo da Universidade da Califórnia.

Anos 60: Eddie Merckx era um grande fã de refeições de família aos domingos, diz Thompson – e isto inclui bolo. “ Existe uma citação, e eu me lembre de tê-la anotado, porque me mostrou que os ciclistas ainda não estavam prestando muita atenção à alimentação”, diz Thompson. “Merckx dizia, de frente da bandeja de doces depois de uma grande refeição, enquanto agarrava um pedaço de bolo: ‘Não são os doces que does, são as subidas. ’ ”

1965: O Gatorade é inventado, e então o campo da nutrição nunca mais será o mesmo. “É tudo sobre sal. Sobre o sódio básico, e é o que nos destrói se não conseguimos mantê-lo em equilíbrio”, diz o especialista em nutrição esportiva Allen Lim, fundador do Skratch Labs. E Gatorade veio para resolver este problema para os atletas de endurance – incluindo ciclistas profissionais do Tour.

Anos 70:
Começa o foco no carboidrato, tanto pré-competição quanto intra-competição. Os atletas começam a comparar carboidratos com apenas “comida no geral”. Bebidas esportivas se tornam cada vez mais populares, com a Gatorade liderando o mercado. O cientista Gunvar Ahlborg cria o conceito de “carboloading”, ele publicou vários artigos promovendo a necessidade de carboidratos antes e durante o exercício.

1985: Tudo se trata da energia da cafeína
Em 1985, a cafeína é estabelecida como um recurso ergogênico, e beber café antes da competição se torna ainda mais comum, de acordo com um relatório da Universidade do Estado de Louisiana.

1988: Um estudo publicado no International Journal of Sports Medicine avaliou cinco competidores do Tour de 1988 e descobriu que, em média, “eles consumiram 24700kJ (5900kcal) ”. Seus consumos médios de líquidos foram de 6,7 litros por dia, e 61% de suas dietas em média consistiam de carboidrato, numa razão de 94g por hora enquanto competindo. A principal fonte de carboidrato? Bolo consumido durante a competição.

Anos 80: Aumenta a popularidade da Coca-Cola – num contexto de um mundo aterrorizado pela gordura – os ciclistas consumiam refrigerante para a recuperação enquanto os nutricionistas se lamentavam.

1987: Géis esportivos são inventados para um abastecimento de carboidrato mais amigável ao estômago. Supostamente, o primeiro carboidrato em gel foi o Leppin Sport’s Squeezy; seu sucessor, o gel da Power bar e outros, se tornariam essenciais para os ciclistas durante os anos 90.

Anos 90: Os ciclistas continuavam engajados no padrão alimentar europeu, mas algumas coisas estavam começando a mudar, diz o especialista em nutrição Allen Lim, que começou sua carreira de ciclista no início dos anos 90.

“O time 7-Eleven foi o primeiro a trazer um chef de cozinha para o Tour, e ele estava lá para se certificar de que a qualidade da comida era alta, e para ter certeza de que o hotel faria comida fresca e não arruinaria toda a alimentação” diz ele. “Essa alimentação fresca e feita com cuidado era muito diferente da comida de hotel que os atletas estavam acostumados”.

“A comida do Tour era baseada no que você pudesse pegar, e na França isso significava pães e massas”, ele acrescenta. “Na França, os alimentos baratos são realmente ruins e os alimentos caros são incríveis, pelo menos nos hotéis que os atletas costumavam se hospedar”.

2005: Allen Lim – do Feed Zone fame – começa a cozinhar no Tour, ignorando a tradicional macarronada em favor do arroz. Seus atletas adoraram, já sua equipe de cozinheiros (todos europeus old-school) não tanto.

“Pouco antes do Tour de 2010, eu estava arrumando as coisas na oficina de bikes e num quarto dos fundos encontrei cerca de 15 panelas de arroz que os staffs da equipe Euro roubaram e tentaram esconder de mim”, lembra ele.

Mas ele continuou cozinhando, e outros times começaram a imitar.

“Mais tarde, muitos desses mesmos funcionários da equipe Euro vieram me pedir desculpas, o que foi muito legal...eles me disseram que se tornaram grandes fãs das panelas de arroz, “ diz Lim.

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Desde 2011 a 449 é Ponto de Estágio Curricular para os alunos do 8º Semestre do Curso de Nutrição da Universidade de Brasília.

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